Poema Novo e Temático
O Amor
o amor às pregas
duas pernas abertas
dois corpos em sincronia simétrica.
o amor: gozo e eterna saudade, ansiedade
tranqüilidade.
o amor em clichê
quase sem querer
assim juntinho, sem meter.
o amor e a vaidade
quase por você
o amor e ambigüidade
entre eu e entra em você.
A Saudade
passa a idade e é verdade
sinto saudade.
mas ainda sou mocidade
vou sentir muita saudade
vazios e verdade.
o vazio não é doce sem a saudade
não é rosa sem a saudade.
sinto saudade sinto vontade.
Verdade
verdade que sou mentira
verdade.
Substantivo Abstrato
na igreja falam de Deus
pedem a benção, comem a hóstia
rezam, não tocam, quem disse que é próprio?
tomam vinho
o padre senta
pensa no ócio
na TV falam de paz
na rua passou um bando de sonhadores de branco
os políticos e estrelas tomam desse discurso de paz
mas pelo que sei, em minha estúpida ignorância
não há nada escrito
nem sabem-se quando houve paz = substantivo abstrato
entre outros
no poema de sentimentos, outros substantivos abstratos
bravo bravo bravo (aplausos imaginários)
e nas mãos vazio
outro vazio e ar.
Plural
vazios
saudades
de eus
nadas
tudos
absolutos
ninguéns
uns
absurdo
absurdo
absurdo
absurdo
absurdo
Poema dos Cinco Absurdos
eu digo nunca
fé em sempre
confio no de repente
sou destinado
sou revolucionário.
A Revolução
conecte-se
compre uma TV pro seu quarto
mude a sua tranca.
pela fresta da fechadura
a fama espiona.
A Moda
uma moda
duas moda
três moda
massa moda
nossa moda
sua moda
eu moda
1 moda...
ETC
continue tocadamente esquerdando
endireitando tocadamente continue
continue tocadamente esquerdando
endireitando tocadamente continue
e outras coisas
Fora de Tom
camisa desbotada
seda rasgada
teco tico
nariz espirro
alergia vírus
agulha urna
rima chula
tática antiga
estética falida
a crítica que diga
que a vida repita
a minha camisa desbotada
manchada.
Descuido
o buraco sempre está no mesmo lugara culpa é nossa.
Culpa
a culpa não é boa
mas a vontade é grande.
quero esse lugar
quero no seu lugar vago.
Lugar
aqui, dois não estão
lá, já não sei de quem é e de ninguém
nunca estive lá.
Lá
é tão longe quanto eu.
Quantos e Quantas
quanto pano de algodão e poliéster hão em sua camisa?
quantas palavras são precisas?
quantos ruídos adquiridos?
quanta moda é ditada? usada?
Quantos e Quantas de mim hão em você?
Quantos e Quantas de você hão de ser em mim?
Você
poderia ser eu
ou até você.
Poder
i can
yeah
Bush, brush
bruxa, ducha
aço, bom brill
Brasil.
O Brasil
puta que pariu
há um dentro de mim.
MIM
maior impropriedade mínima.
Impróprio e Filosofia Barata
o mundo é uma ilusão
e EU o sonho.
O EU
noutros
neu.
////////////////
Um brinde a quem leu o poema até o fim. um poema novinho em folha!
Brasileiros
Puta que pariu
Estamos no Brasil
Nessa terra de alguém
Que é de ninguém
Estamos na mão do esperto
Que rima bem e correto
Puta que pariu
Estamos no Brasil.
10/04/08 16:43h
quinta-feira, 10 de abril de 2008
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3 comentários:
Atendendo o seu convite, estou por aqui. Muito interessante a forma de escrever, e os temas escritos.
E uma bem novinha, ainda quentinha.
abraços
Tim Tim..porque li e reli até o fim, saboreando cada verso, cada palavra e ainda de sobremesa o seu poema novo. Gosto por demais desse seu jeito de escrever...
Perfeito, excelente!
(Não pude vir antes, tava com meu PC queimado).
Beijos
Guto,
demoro mas apareço :)
Viajei nas tuas linhas! Primor de poesias temáticas e perfeitas!
Beijos meus
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