O Amor
O amor cego absoluto
não vê
não enxerga
não enxerga absolutamente nada.
O amor surdo
(você pode sair gritando por aí que ama e ama e ama e ama)
ele não ouve.
Sussurro
imploro
declamo
ele não vai me ouvir.
O amor não fala
não grita feito louco
o amor não cala
não há boca
não há lábio
não há silêncio
nem sorriso
o amor não fala é mudo.
O amor sem braços abraços
o amor sem corpo
cem corpos em grude (o sexo é amor)
o amor está no outro
e vem do outro para o amor que gruda no seu corpo.
O amor não se chama amor
não precisa de definições
é elemento vivo
sem nome
nem identidade
o amor não chora
não tem olhos
o amor é cego.
O amor sente o amor
o amor sente por nós
vamos deixar o amor nos sentir.
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Dedico esta poesia a Isana Maria, minha esposa. Inspiração de tudo que move e toca a minha pele.
OBS: para ler mais poemas do "Virtual Livro B Lado" e outros poemas meu, entre no overmundo
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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